A Linha Férrea e os Oceanos
"If we only got one try
If we've only got one life
If time was never on our side
Before I die I want to burn out bright"
(Switchfoot, Burn Out Bright)
Quais são os seus oceanos não-pacíficos? Que defeito seu você sabe que te faz ímpar? Não, não adianta dizer que é má, porque isso eu também sou, eu e milhões de pessoas, na verdade, está meio demodê ser má.
Eu me enxergo. Essa é a minha dádiva maldita. Ah, como eu queria ser como algumas pessoas que conheço, meros cavalos que só andam na direção que lhe apontam. Pra mim, os caminhos são muitos, a chance de errar é maior, a dúvida é insuportável, e eu me pergunto: será que sou capaz de escolher, afinal? Escolher quem sou, quem quero ser um dia, escolher se, ao final da minha vida, eu terei mais sorrisos do que lágrimas?
Eu sei meus defeitos, eu vejo defeitos dos outros em mim, é como se eu tivesse acordado um dia com uma visão diferente e pronto, de repente eu não gosto tanto do que vejo no espelho. O que mudou? Sabe, eu ando pensando que o que muda mesmo é o mundo à minha volta. Que eu estou aqui parada no tempo-espaço, empaquei como um burro nos 12 anos. É como se eu tivesse descido do trem, como se eu estivesse olhando de longe a vida passar.
Parem o trem, por favor, que eu quero entrar.
Estou cansada, cansada demais. Mas isso não é desculpa pra ficar só como expectadora desse fuá que é a vida. Todo mundo cansa, todo mundo tem dor de amor, dor de corno, dor de tantas coisas... e nem por isso desistem, porque justamente eu poderia? Eu não posso, eu tenho que ser enérgica, lutar pelo que quero, ser melhor que os melhores, se não for fico pra trás! É Darwin, é Darwin!
E eu me vejo completamente apática, nostálgica, molenga, preguiçosa, sonolenta, reclamona, ranzinza, mal humorada, mal amada, mal comida. Isso não é vida. Não tem quem aguente uma pessoa assim. Eu julgo cada defeito das outras pessoas, e geralmente o defeito é delas, elas são más, fazem isso de propósito, e eu tenho a pretensão de querer ensiná-las, querer consertar o mundo! E em casa de ferreiro, espeto de pau! Esqueço que elas, como eu, tem defeitos, tem fraquezas, provavelmente tem autocrítica, talvez não tão ácida como a minha, mas tem, e isso já é um começo.
Pessoas são esquisitas, Di. No natal, me dê um cachorro.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
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