I'm not brave enough to face the things
That I know are wrong with my life
So I blame you
And you're the first one to go
(Brandy Carlile - Last To Know)
Dá um aperto no peito. Diana, você também tem um aperto no peito de vez em quando? Você também sente como se quisesse que seu coração fosse viajar, por uns tempos, por uns segundos, então, que seja, apenas... apenas quer que ele vá! Pra aí conseguir dormir em paz? Pra conseguir pregar o olho sem aquela bigorna acme em cima de você?
É isso que acontece quando começamos a olhar em volta. Quando começamos a perceber o quanto somos cercados de pessoas idiotas, o quanto elas não se enxergam, argh! Estou com raiva, madrinha, com raiva das pessoas que fazem da minha vida tão difícil. Estou com raiva, porque eu percebi que não importa o ângulo por que olho o que acontece comigo, tem coisas que realmente não dá pra aguentar. Não dá pra ser Pollyana o tempo todo.
Eu sempre fui muito desbocada, tia. Acho importante falar o que penso, ser ouvida, mesmo que não dêem muita importância para o que digo, eu grito até eles escutarem. Gosto disso. Mas não estou me reconhecendo. Estou intimidada. Me deixei intimidar, sucumbi! Eu estou recuando, estou desistindo, estou me encolhendo! Estou deixando que essas pessoas estraguem minha vida. É normal virar covarde com o passar dos anos?
É que algumas coisas, infelizmente, estão totalmente out of our hands. Não dá pra controlar. Ou é isso que eu estou constantemente dizendo a mim mesma. Não é minha culpa, não sou eu, não dá, não posso, não consigo, depois, depois, deixe isso pra lá, não tem nada não. E tudo vai indo do mesmo jeito, com o esse sofrimento latejante.
E as cicatrizes verdadeiramente profundas não fecham, nunca, nem são esquecidas. O tempo nem tudo cura, por mais que eu espere que sim. E ambas temos cicatrizes profundas, estou certa? E acho que você encara a vida de um jeito mais positivo do que eu, você vê a metade cheia do copo. Eu vejo a vazia, e ainda penso que a água que está lá é infectada.
O texto está meio confuso. Mas é assim que estou agora. Tentando exprimir algo tão, tão forte, que eu teria que baixar a Clarice Lispector em mim.
Mas a dor persiste. E a vontade é de afogar.
sábado, 30 de junho de 2007
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